Entrevista com Laura Cerioni sobre a Economia Colaborativa na Argentina

Buscando um melhor entendimento sobre o crescimento da Economia Colaborativa na América do Sul, entrevistamos Laura Cerioni, atual diretora de marketing da plataforma de empréstimos sociais P2P Afluenta. Ela nos conta um pouco sobre o cenário da Economia Colabortiva na Argentina.

Para leer em Español clica aquí 

Entrevista con Laura Cerioni

Laura Cerioni, Diretora de Marketing do Afluenta

Laura Cerioni, Diretora de Marketing do Afluenta

1) Nos conte um pouco como se encontra o atual cenário da Economia Colaborativa na Argentina.

Na Argentina existem muitas plataformas baseadas na Economia Colaborativa, embora o termo ainda não seja muito popular. Muita gente utiliza o Couchsurfing, contribui pra o Wikipedia e financia projetos no idea.me ou no Afluenta sem saber que esses modelos de negócios correspondem a Economia Colaborativa. É um movimento novo na Argentina e as pessoas estão começando a aderir a medida que vão conhecendo as vantagens desse modelo.

O bom é que nas universidades, empreendedores e até o Governo estão notando a relevância do assunto a nível global e estão criando inciativas baseadas na economia colaborativa, somando e ajudando a difundir o conceito.

Por exemplo, o Governo da Cidade de Buenos Aires incorporou o modelo “Eco Bike”, as bicicletas públicas (que já existem na Europa e em NY) e construiu mais ciclovias para que as pessoas pudessem se locomover com mais conforto por toda a cidade

2)Quais são as atividades e ações planejadas para o OuiShare na Argentina nos próximos meses e anos?

No OuiShare buscamos difundir o conceito de Economia Colaborativa e aumentar cada dia mais o número de pessoas que conhecem essa tendência.

Estamos presentes em universidades, com seminários sobre a Economia Colaborativa, em diferentes encontros, como o Green Drinks em Abril, e em Maio estaremos participando da Semana da Economia Colaborativa, como evento satélite do OuiShare Fest que acontecerá em Paris. Em Setembro estaremos presentes no South American Bussines pelo ITBA, que terá como tema central a Economia do Compartilhamento. Além disso, organizarémos encontros com aquelas pessoas que desejam conhecer mais sobre essa revolução mundial.

3)Notamos que no mundo os segmento de mobilidade e hospedagem são os que mais movimentaram o crescimento da economia colaborativa nos últimos anos. Na Argentina, quais são os segmentos de mercado que mais se destacam por ter empresas baseadas nos conceitos do consumo colaborativo?

Os principais segmentos são de compartilhamento de carros ou de caronas e finanças. O primeiro modelo já existem várias empresas como Sincropool, Vayamos Juntos, Hagamos Pool e etc.

Em relação a finanças, várias plataformas começaram a se desenvolverem, mas hoje pode-se dizer que Afluenta é a primeira e maior rede de finanças colaborativa da América Latina. Já realizou mais de 700 empréstimos sociais P2P, administra mais de $10 milhões de pesos e mais de 700 apoiadores financiam crédito para as pessoas

alfuento

4)Culturalmente falando, os argentinos tem uma tendência a trocar serviços e produtos de forma diferenciada? Que não seja pela forma tradicional através da comercialização? Ou seja, existe uma cultura de intercambio de produtos que teriam como principal destino o lixo?

Acredito que é uma nova cultura, que está nascendo agora em algumas comunidades, mas tem muito caminho pela frente e tende a madurar-se. As pessoas que experimentam esses serviços de caronas, de bicicletas públicas ou em finanças, já não querem voltar a ser usuários dos serviços tradicionais, por que recebem um melhor serviço com custo mais baixo.

5)Notamos que na Europa, muitas plataformas de consumo colaborativo como o AirBnB e o BlaBlaCar veêm sofrendo restrições legais por não terem uma legislação específica para o modelo de negócios de empresas da economia colaborativa. De qual forma você acredita que a regulamentação das empresas da economia colaborativa deve acontecer?

Como já está acontecendo nos Estados Unidos e na Europa, acredito que devem ser criadas leis que regulamentem especificamente essas atividades, que permitam sua existência e sua expansão, mas dentro de um marco regulatório para proteger tanto aos usuários como as empresas

Falando especificamente sobre finanças, tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, as comissões de valores de cada pais estão trabalhando em projetos para legislar as trocas P2P, o que pode ser visto como um bom indicador, já que sua participação dentro do mercado financeiro ganha cada vez mais relevância.

6)Entre os modelos de negócios da Economia Colaborativa, existem as empresas B2C, B2B e o P2P. Qual desses modelos você acredita que trás mais vantagens econômicas, sociais e ambientais?

Acredito que o P2P é o melhor modelo. Por que as pessoas se conectam entre si sem intermediários, é um benefício significativo para as duas partes, pelo serviço, pelo custo, etc. Por exemplo, no caso do segmento de finanças os bancos já fazem a intermediação dos processos financeiros a mais de 700 anos. Hoje o empréstimo social P2P tirou o grande banco como intermediário. Isso é uma excelente notícia por que as pessoas podem confiar nas outras, obter um maior crédito ou um maior rendimento pelo seu dinheiro sem ter que pagar taxas excessivas para isso ou receber uma taxa mínima de investimento.

7)Por fim, você poderia citar algumas iniciativas ou empresas que trabalham com os princípios da Economia Colaborativa na Argentina?

Espacios de co-working:

Area tres, La Maquinita, Urban Station

Plataformas de Crowdfunding:

Idea.me

Fab labs:

Centro Metropolitano de Diseño (CMD) y  3D Fab Lab Café

Entrevista realizada por Martin Draghi

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Leia a troca de e-mails de um grande investidor que não acreditou na idéia do Airbnb (em inglês)

Se arrependimento matasse, certamente Fred Wilson não estaria mais entre nós.

Nos primeiros passos do AirBnB a start up buscava apresentar o modelo de negócio para possíveis investidores anjos e para fundos de capitais de risco. Um dos responsáveis por um fundo de capital era Fred Wilson.

Paul Graham foi responsável por intermediar o encontro entre Fred Wilson e Brian Chesky, Nathan Blecharcyk e Joe Gebbia (os fundadores do Airbnb).

No final das contas, Fred Wilson acabou não investindo na empresa, mas os pontos levantados durante a troca de e-mails são muito interessantes, pois apresentam conceitos que na época ainda não estavam definidos e hoje são a base dos pilares que sustentam a economia colaborativa, como as relações P2P e a maior aceitação dos modelos de consumo colaborativo pela geração Y, que foram destacados em negrito na troca de e-mails.

 

from: Paul Graham
to: Fred Wilson, AirBedAndBreakfast Founders
date: Fri, Jan 23, 2009 at 11:42 AM
subject: meet the airbeds

One of the startups from the batch that just started, AirbedAndBreakfast,
is in NYC right now meeting their users. (NYC is their biggest
market.) I’d recommend meeting them if your schedule allows.

I’d been thinking to myself that though these guys were going to
do really well, I should introduce them to angels, because VCs would
never go for it. But then I thought maybe I should give you more
credit. You’ll certainly like meeting them. Be sure to ask about
how they funded themselves with breakfast cereal.

There’s no reason this couldn’t be as big as Ebay. And this team
is the right one to do it.

–pg

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from: Brian Chesky
to: Paul Graham
cc: Nathan Blecharczyk, Joe Gebbia
date: Fri, Jan 23, 2009 at 11:40 AM
subject: Re: meet the airbeds

PG,

Thanks for the intro!

Brian

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from: Paul Graham
to: Brian Chesky
cc: Nathan Blecharczyk, Joe Gebbia
date: Fri, Jan 23, 2009 at 12:38 PM
subject: Re: meet the airbeds

It’s a longshot, at this stage, but if there was any VC who’d get
you guys, it would be Fred. He is the least suburban-golf-playing
VC I know.

He likes to observe startups for a while before acting, so don’t
be bummed if he seems ambivalent.

–pg

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham,
date: Sun, Jan 25, 2009 at 5:28 PM
subject: Re: meet the airbeds

Thanks Paul

We are having a bit of a debate inside our partnership about the
airbed concept. We’ll finish that debate tomorrow in our weekly
meeting and get back to you with our thoughts

Thanks

Fred

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Sun, Jan 25, 2009 at 10:48 PM
subject: Re: meet the airbeds

I’d recommend having the debate after meeting them instead of before.
We had big doubts about this idea, but they vanished on meeting the
guys.

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Mon, Jan 26, 2009 at 11:08 AM
subject: RE: meet the airbeds

We are still very suspect of this idea but will take a meeting as
you suggest

Thanks

fred

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham, AirBedAndBreakfast Founders
date: Mon, Jan 26, 2009 at 11:09 AM
subject: RE: meet the airbeds

Airbed team –

Are you still in NYC?

We’d like to meet if you are

Thanks

fred

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Mon, Jan 26, 2009 at 1:42 PM
subject: Re: meet the airbeds

Ideas can morph. Practically every really big startup could say,
five years later, “believe it or not, we started out doing ___.”
It just seemed a very good sign to me that these guys were actually
on the ground in NYC hunting down (and understanding) their users.
On top of several previous good signs.

–pg

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Sun, Feb 1, 2009 at 7:15 AM
subject: Re: meet the airbeds

It’s interesting

Our two junior team members were enthusiastic

The three “old guys” didn’t get it

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Mon, Feb 9, 2009 at 5:58 PM
subject: airbnb

The Airbeds just won the first poll among all the YC startups in
their batch by a landslide. In the past this has not been a 100%
indicator of success (if only anything were) but much better than
random.

–pg

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Fri, Feb 13, 2009 at 5:29 PM
subject: Re: airbnb

I met them today

They have an interesting business

I’m just not sure how big it’s going to be

fred

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Sat, Feb 14, 2009 at 9:50 AM
subject: Re: airbnb

Did they explain the long-term goal of being the market in accommodation
the way eBay is in stuff? That seems like it would be huge. Hotels
now are like airlines in the 1970s before they figured out how to
increase their load factors.

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Tue, Feb 17, 2009 at 2:05 PM
subject: Re: airbnb

They did but I am not sure I buy that

ABNB reminds me of Etsy in that it facilitates real commerce in a
marketplace model directly between two people

So I think it can scale all the way to the bed and breakfast market

But I am not sure they can take on the hotel market

I could be wrong

But even so, if you include short term room rental, second home
rental, bed and breakfast, and other similar classes of accommodations,
you get to a pretty big opportunity

fred

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Wed, Feb 18, 2009 at 12:21 AM
subject: Re: airbnb

So invest in them! They’re very capital efficient. They would
make an investor’s money go a long way.

It’s also counter-cyclical. They just arrived back from NYC, and
when I asked them what was the most significant thing they’d observed,
it was how many of their users actually needed to do these rentals
to pay their rents.

–pg

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Wed, Feb 18, 2009 at 2:21 AM
subject: Re: airbnb

There’s a lot to like

I’ve done a few things, like intro it to my friends at Foundry who
were investors in Service Metrics and understand this model

I am also talking to my friend Mark Pincus who had an idea like
this a few years ago.

So we are working on it

Thanks for the lead

Fred

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from: Paul Graham
to: Fred Wilson
date: Fri, Feb 20, 2009 at 10:00 PM
subject: airbnb already spreading to pros

I know you’re skeptical they’ll ever get hotels, but there’s a
continuum between private sofas and hotel rooms, and they just moved
one step further along it.

[link to an airbnb user]

This is after only a few months. I bet you they will get hotels
eventually. It will start with small ones. Just wait till all the
10-room pensiones in Rome discover this site. And once it spreads
to hotels, where is the point (in size of chain) at which it stops?
Once something becomes a big marketplace, you ignore it at your
peril.

–pg

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from: Fred Wilson
to: Paul Graham
date: Sat, Feb 21, 2009 at 4:26 AM
subject: Re: airbnb already spreading to pros

That’s true. It’s also true that there are quite a few marketplaces
out there that serve this same market

If you look at many of the people who list at ABNB, they list
elsewhere too

I am not negative on this one, I am interested, but we are still
in the gathering data phase.

fred

 

Link para o texto original – http://paulgraham.com/airbnb.html

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Entrevista com Luciano Godoy – CEO do Sharemob

É com muito prazer que inauguramos a sessão de entrevistas. A idéia é entrevistar pessoas que estão estimulando o avanço da economia colaborativa no mundo e entender as diferenças culturais de cada pais sobre a aceitação e adesão da economia colaborativa. Nosso primeiro entrevistado é o Luciano Godoy, CEO e Co fundador da Start up Sharemob. fundadores (1)  1) Luciano, você morou nos últimos anos nos EUA. Nesses anos que você morou lá, como você enxerga o atual cenário da Economia Colaborativa nos EUA?

A Economia Colaborativa vai de vento em popa nos EUA. Durante os últimos 16 anos, período que morei lá, acompanhei o nascimento de grande parte das empresas do setor colaborativo, das quais me tornei usuário. As iniciativas de reciclar, reaproveitar e consumir sustentavelmente estão se tornando cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos. O Vale do Silício, por exemplo, abraçou a Economia Colaborativa de tal forma que se tornou o principal destino de desejo para a sede de novas startups. O leque de possibilidades não pára de se popularizar entre a população, buscando cada vez mais por produtos artesanais, aluguel de hospedagens e caronas colaborativas, e a contratação dos mais variados serviços – tudo através da comodidade do smartphone. Infelizmente, nem tudo são flores e a Economia Colaborativa enfrenta retaliações em algumas cidades americanas. São Francisco, por exemplo, já foi proibida de oferecer caronas por aplicativos e, neste momento, enfrenta um bloqueio nas operações de hospedagem colaborativa na cidade. O mesmo acontece em Nova York que, desde Outubro de 2013, barrou a oferta e contratação de hospedagens que não sejam do mercado hoteleiro. Isso, claro, causado pela pressão do lobby hoteleiro que vem perdendo espaço e deixando de arrecadar bilhões de dólares, já que os turistas estão preferindo soluções mais flexíveis, personalizadas e baratas, se hospedando na residência de um “nativo” ao invés de seguir para os tradicionais hotéis e suas diárias caríssimas e com serviço sem personalização.

2) Você utilizava serviços de empresas baseadas nos conceitos da economia colaborativa?

Com certeza! Sou um usuário ávido de serviços colaborativos. Em todas as viagens que fiz pelos EUA, sempre me hospedei em residências de nativos, e todas as experiências foram muito positivas. Nada como acordar pela manha, ir até a cozinha da casa e receber um bom dia acompanhado por um sorriso; às vezes ser até surpreendido pelo cachorro da família com suas lambidas, carinho e alegria! Sem falar das dicas de passeios, restaurantes e tudo mais que somente quem mora na cidade conhece. Outra grande vantagem que vejo é que sempre conheci as cidades com olhar de morador, vivendo um pouco do cotidiano de quem mora ali, e não apenas os tradicionais passeios de turista. Experimentei também os serviços de carona colaborativa em São Francisco e cheguei até mesmo a passar pelo processo seletivo – que faz uma rigorosa triagem para escolher os “motoristas” aptos a oferecerem carona – de uma das empresas mais renomadas que atuam neste segmento. Foi um bom “laboratório”, pois queria entender como o processo funciona a fundo. No que diz respeito a serviços, não tinha nada mais prático do que achar o encanador mais próximo num caso de emergência, simplesmente acessando o aplicativo no meu smartphone. No começo parece estranho mas, com o tempo, se torna parte da rotina usar os serviços colaborativos e você pensa “como vive até agora sem isso?”!

3) Como você enxerga o atual cenário do consumo colaborativo no Brasil?

Desde o início do pré-lançamento, percebemos que o modelo de economia colaborativa no Brasil ainda é novo e pouco conhecido, o que é algo totalmente compreensível. Nós, brasileiros, estamos vivendo recentemente algo que os países desenvolvidos já tiveram acesso há algum tempo e que enfrenta certo declínio – o acesso ao crédito e o consumo desenfreado de bens e produtos. A obtenção de produtos de marca e com alto valor agregado, que refletem na construção de um status social, ainda está muito forte nos hábitos de consumo dos brasileiros. Já na Europa e Estados Unidos, essa filosofia de consumo vem perdendo bastante espaço para a forte consciência sobre a importância de optar por modelos mais sustentáveis, ao reduzir o consumo em massa e adotar o reaproveitamento e compartilhamento de itens e bens pessoais, além do crescimento da produção de artigos artesanais dos mais variados – de roupinhas para bebê a móveis. Mesmo assim, recebemos centenas de registros de brasileiros interessados em criarem suas lojas no Sharemob, ficando atrás apenas dos EUA e Reino Unido – respectivamente em primeiro e segundo lugar -, que representam mais de 60% dos registros no Sharemob. Como acreditamos na economia colaborativa e sabemos que ela representa um mudança importante e necessária na conscientização da nossa geração e das próximas, iremos trabalhar duro para ajudar na divulgação e solidifição deste modelo no Brasil e na America Latina.

4) Você está criando uma nova empresa que se chama Sharemob, conte-nos um pouco sobre ela e de onde surgiu a inspiração para iniciar uma startup?

A inspiração para o Sharemob surgiu quando eu morava em São Francisco e me “caiu a ficha” que eu usava vários serviços colaborativos, através de aplicativos diferentes e, consequentemente, com pagamentos diferentes. O que fazia menos sentido para mim é que todos os meus reviews – a reputação on-line construída através da realização de transações no mercado colaborativo – ficavam espalhados em lugares diferentes. Foi aí que me ocorreu a importância de ter uma plataforma unificando diferentes esferas de atuação mas, principalmente, pensando em unificar os reviews – tanto de quem tem algo a oferecer/vender, como quem quer comprar/contratar -, já que a reputação é o bem mais valioso quando falamos em Economia Colaborativa. Ainda não tinha um nome definido mas sabia que era uma excelente iniciativa para a Economia Colaborativa, então precisava de um sócio, co-fundador que encarasse o desafio, e convidei meu amigo Antonio Marcello, de São Paulo, um dos programadores mais talentosos e versáteis que já conheci, formado em Propaganda e Marketing pela ESPM. Ele não hesitou em aceitar e, como é importante os fundadores estarem próximos para criação do projeto, deixei tudo para trás nos EUA e vim para Sampa, para ao lado do Antonio dar início à definição da identidade e filosofia do Sharemob e, também, iniciarmos o processo de desenvolvimento da plataforma em si.

5) Vocês tem plano de expansão para o Brasil?

Sim. O Brasil sempre esteve nos planos de expansão do Sharemob. Apesar de ser uma plataforma global, o Sharemob possui grande interesse em ajudar a alavancar a Economia Colaborativa no Brasil e, sem dúvida, teremos um escritório regional por aqui.

6) Quais as diferenças em abrir uma startup com os conceitos de consumo colaborativo no Brasil em comparação com os EUA?

Eu costumo dizer que os EUA está numa fase de “ressaca” do capitalismo. Após anos de consumo desenfreado – que se iniciou após o fim da 2ª Guerra Mundial -, as pessoas começaram a compreender que o sistema econômico atual é complicado de se manter a longo prazo, além de não ser nada sustentável. Como disse anteriormente, a Economia Colaborativa já faz parte da rotina dos americanos, então transformar o seu quarto de hóspedes ou assento “livre” de seu carro em fonte de renda, não é mais visto como loucura, ao contrário do que acontece no Brasil, onde ainda há muita resistência e pouca compreensão sobre o conceito. Por fatores culturais e políticos, os brasileiros ainda sentem muita insegurança em receber turistas e pessoas estranhas como hóspedes na própria casa. A grande diferença entre Brasil e Estados Unidos é que, aqui, teremos que ainda “educar” as pessoas e fazê-las entender primeiro como funciona a Economia Colaborativa. Acredito que o Sharemob terá um importante papel para divulgar este novo conceito mundial. Mas pensando no lado empresarial, ter uma startup no Brasil com este conceito se torna um desafio maior, inclusive para atrair investidores. Por esse motivo, o Sharemob também está aberto a investidores estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, onde possivelmente, será a sede do Sharemob.

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A transferência de poder das empresas para os consumidores na Economia Colaborativa

Clique na imagem para visualizar maior.

INFOGRÁFICO

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Compartilhe ou morra. Como empresas tradicionais estão se aproximando das comunidades empoderadas

 

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*O gráfico mostra a frequência de adesão por meses/anos à Economia Colaborativa, maker movement, crowdfunding e co inovação

A Economia Colaborativa empodera as pessoas.

Escrevi um considerável número de textos sobre as empresas na Economia Colaborativa, e também criei uma associação para grandes empresas chamada Crowd Companies, portanto acompanhar o desenvolvimento dessa “nova” economia não é apenas uma paixão, mas também essencial para o meu trabalho. A seguir vou apresentar como as algumas empresas estão se movimentando em direção ao consumo colaborativo e como estão se comportando nesse novo ambiente.

  • A Economia colaborativa empodera as pessoas, mas as empresas não estão de braços cruzados para esse fato. As pessoas podem conseguir o que querem entre elas através de um financiamento colaborativo, imprimindo objetos 3D e compartilhando seus bens ao invés de comprar-los. Este movimento tem uma clara característica disruptiva em relação as lógicas do mercado “tradicional”. Algumas cooperativas de taxi assistiram uma queda de 40% em seus faturamentos devido a migração dos consumidores para plataformas baseadas no compartilhamento de carros. O AirBnB já tem maior valor de mercado do que gigantescas empresas no setor hoteleiro, e está “incomodando” as companhias lideres do setor de hospedagem. As plataformas Uber e Lyft estão transformando o paradigma tradicional de possuir um carro para outro que envolve o compartilhamento de carros. O crowdfuding transfere o poder totalitário dos bancos para as pessoas.O Odesk transfere o poder das consultorias tradicionais para profissionais freelancers e o Etsy transfere o poder dos tradicionais varejistas para produtores artesanais de todo tipo de produtos.

 

  • Embora ainda seja em nível experimental, existe um número crescente de marcas aderindo a economia colaborativa. Assim como aderiram às mídias sociais, as empresas vão acabar participando, influenciando e eventualmente participarão dessa tendência.Em 2012, apenas oito empresas iniciavam seus primeiros passos na economia colaborativa, incluindo a parceria da Patagonia com o Ebay, para revender produtos usados. A parceria entre West Elm revendendo os produtos feitos pela comunidade Etsy a seus varejistas. A varejista inglesa B&Q lançou uma plataforma onde incentiva o compartilhamento de bens e serviços entre moradores de uma mesma região. Em 2013, o número de empresas que aderiu ao movimento foi consideravelmente maior, somando 44 empresas que buscaram alguma ação relacionada ao consumo colaborativo através de experimentações, parcerias, patrocinios e mais.

 

  • 2014 promete uma maior adesão pelas empresas tradicionais de acordo com o crescimento do movimento da economia colaborativa. O movimento relacionado as soluções P2P prospera e cresce a cada dia mais. O gráfico abaixo apresenta o número de buscas relacionadas a economia colaborativa pelo Google Trends, as buscas analisadas foram sharing economy e maker movement. Não espere que as empresas tradicionais ou suas agência e consultoras parceiras fiquem de braços cruzados. Eles utilizarão as mesmas ferramentas e estratégias durante este ano. 2013 apresentou em alguns casos um crescimento de 550% na utilização de ferramentas originárias do consumo colaborativo por empresas tradicionais. Se essa taxa continuar a crescer, poderemos esperar um acréscimo de 242 novas empresas tradicionais arriscando seus primeiros passos no território da economia colaborativa.

 

 

insights

 

 

  • Resumindo: As empresas tradicionais aumentarão as parcerias junto as comunidades empoderadas pelas relações P2P.

    A primeira fase do compartilhamento aconteceu via redes sociais. As pessoas criavam e compartilhavam seus próprios conteúdos, dando menos prioridade ao conteúdo criado pelas grandes empresas. Na segunda fase – a Economia Colaborativa – pessoas estão criando produtos e compartilhando-os sem ter que comprar-los de nenhuma empresa. É uma mudança de comportamento de compra radical. As empresas devem ajustar seus modelos de negócios para iniciarem uma parceria junto as comunidades empoderadas.

     Link original – http://www.shareable.net/blog/big-brands-on-the-rise-in-the-collaborative-economy

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Estudo de caso: Como o Repense construiu uma comunidade sobre maconha medicinal em 2 semanas de campanha

brasília

 

Financiamento coletivo é juntar gente para dividir custos para realizar ideias. Se já existe, portanto, uma rede formada no entorno de um projeto, é mais fácil mobilizar as pessoas para contribuírem. Construir a comunidade ao longo de uma arrecadação e já engajá-la para colaborar pode ser uma tarefa difícil. Se a sua proposta é forte e consistente e desperta o interesse público, porém, uma campanha de financiamento coletivo talvez seja a ferramenta certa para chamar atenção para a sua ideia e reunir as pessoas interessadas em levá-la adiante.

Há duas semanas, entrou no ar aqui no Catarse o projeto Repense, uma campanha para financiar o lançamento de um site de conscientização sobre a maconha medicinal. Com um excelente planejamento, a equipe de realizadores, formada por jornalistas e profissionais de uma produtora de cinema, lançou junto com o financiamento coletivo um curta-metragem sobre a história de Katiele, uma brasileira que luta para tratar a epilepsia de sua filha Anny de 5 anos com Canabidiol (CBD), substância derivada da maconha e proibida no país.

Mesmo que não atingissem a meta, desde o primeiro momento a ideia era usar a campanha no Catarse para chamar a atenção da sociedade para o debate. O lançamento do filme ajudou no compartilhamento da proposta e a criar um fato novo para imprensa. Com a ampla repercussão do caso da Anny e da ideia do Repense na mídia e nas redes sociais, o objetivo final do projeto de falar sobre cannabis medicinal no Brasil já estava sendo atingido no começo da campanha.

Em dois dias no ar, o projeto passou dos 50% da meta de arrecadação e em cinco dias alcançou o objetivo final de R$ 12 mil. Mais do que o dinheiro para realização do projeto, a campanha do Repense começou e acelerou a construção de uma rede de pessoas no Brasil que podem se beneficiar das propriedades terapêuticas da maconha. A aba de comentários da página do projeto no Catarse virou um verdadeiro fórum de debate do tema, no qual muitos casos comoventes já foram relatados.

“Estamos emocionados aqui nos bastidores da campanha. Isso é o que mais nos toca. Perceber que estamos desde já ajudando muita gente. Para muitas pessoas a cannabis medicinal é uma informação nova. É uma janela de esperança que se abre. Não sabemos se o CBD vai trazer para todas essa pessoas o mesmo benefício que trouxe para Anny, mas o simples fato de ter uma nova possibilidade para tentarem já é incrível”, conta o jornalista Tarso Araújo, um dos realizadores do projeto.

Repense  Campanha de conscientização sobre a maconha medicinal · Catarse

A articulação dessa comunidade fortalece a opinião pública sobre o tema e permite que a questão avance. Uma semana após o lançamento da campanha do Repense no Catarse, os pais de Anny conseguiram na Justiça a autorização para a importação do Canabidiol.

Percebendo a força da formação dessa rede, os realizadores criaram um grupo de e-mails para que essas pessoas possam trocar experiências e informações sobre os tratamentos. A ideia é que o site criado pelo projeto seja uma fonte confiável de conhecimento para empoderar a comunidade de meios para lutar pelo que acredita. A equipe do projeto está pensando em uma forma de aproximar e fortalecer ainda mais essa rede para que ela possa caminhar com as próprias pernas e deve anunciar novidades ainda nesta semana.

“Parentes de pessoas doentes estão divulgando fotos com cartazes pedindo a liberação do CBD. Isso não era uma demanda nossa. As pessoas já assumiram a proposta para si, estão fazendo a campanha por elas mesmas e pedindo a legalização desse derivado. Já é um passo adiante“, conta Tarso.

O Catarse serviu como ferramenta ao pessoal do Repense para chamar atenção para uma questão que se mostrou relevante para a sociedade. E não foi apenas a capacidade do financiamento coletivo de construção de comunidades que permitiu o sucesso do projeto. A independência e o contato direto das pessoas interessadas possibilitados pelo modelo jogou a luz inicial necessária para a evolução de um debate até então cercado de obscurantismo no Brasil .

“A plataforma é uma bênção pra quem quer fazer alguma coisa. Podemos arregaçar as mangas, meter a mão na massa e fazer por conta própria sem depender dos políticos, com quem nem sempre se pode contar. Uma lição que a gente tira pessoalmente é que não podemos ficar só reclamando dos políticos. Temos que fazer o que puder e estiver ao nosso alcance. Se cada um fosse atrás e acreditasse que pode mudar as coisas, o mundo seria melhor”, conclui Tarso.

O Repense ainda vai ficar no ar por algum tempo. Vai lá, contribui com o projeto e faça parte do movimento para que mais pessoas tenham acesso a informações sobre as possibilidades da maconha como remédio.

Texto original de Felipe Caruso – http://blog.catarse.me/como-o-repense-construiu-uma-comunidade-sobre-maconha-medicinal-em-2-semanas-de-campanha/

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Qual o custo social de um Iphone?

O vídeo mostra o “lado negro” da produção dos Iphone, e do drama vivido pelos operários que trabalham de forma desumana para conseguirem sobreviver financeiramente.

Conhecida por não reconhecer os direitos humanos, a China é um dos poucos países no qual o uso de benzeno ainda é utilizado pela indústria. O problema é que o benzeno é um agente altamente cancerígeno, e que foi proibido no mundo Ocidental por causar diversas doenças.

Até qual ponto o consumidor tem responsabilidade por essa realidade? Até qual ponto, vale termos um produto de altíssima qualidade fabricado pela exploração dos direitos humanos e as condições desumanas a qual os operários são submetidos? Vale a pena assistir e refletir.

(Em inglês)

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Estudo de caso: A Dodge quer que você “crowdfundeie” seu próximo carro.

Já se sabe que os jovens, pelo menos nos Estados Unidos, não estão mais comprando carros como antigamente. Por agora, comprar carros não parece ser uma prioridade para a geração de millennials. Essa nova realidade relacionada ao segmento automobilístico se apresenta como um desafio para as empresas, já que são forçadas a criar novas estratégias de marketing para adequar-se ao comportamento de compra desses jovens consumidores, e criarem maiores esforços para fidelizar-los.

Enfrentando essa nova realidade, o grupo Chrysler estava buscando atrair jovens consumidores para o modelo Dodge Dart 2013 através do uso das redes sociais e do crowdfunding.

Isso mesmo, eles queriam que você “crowdfundeie” seu carro.

O Dodge Dart Registry funcionava como uma lista de casamento, só que ao invés de pedir por presentes convencionais para o dia do casamento, o site propunha que cada pessoa comprasse partes separadas do carro para o criador do crowdfunding.

Funcionava assim, primeiro o “futuro dono do carro” customizava seu veículo pelo site ( com preços que variavam entre $15,995 até $30,000) e então começavam a pedir microfinanciamentos para amigos, familiares e até desconhecidos por cada peça do carro através das redes sociais e qualquer outra forma online para conseguir alcançar a meta. Se você tiver sorte “seu pai patrocina a compra do motor para seu aniversário e sua avô patrocina os aros dos pneus como presente para sua graduação”, como apresentado no comercial de 30s estratégia de compra da Dodge.

O limite máximo para conseguir alcançar a meta era de 90 dias

Essa estratégia de marketing foi utilizada no início de 2013, e teve como principal propulsora as pesquisas demonstrando claramente a falta de interesse pela posse de um carro pela geração millenials. O resultado financeiro certamente não foi o esperado, já que apenas dois carros alcançaram suas metas de financiamento. Isso mesmo, apenas dois

Com esse péssimo resultado em vendas, é de se perguntar se o foco da experiência com o Dart Dodge era realmente incrementar as vendas ou apenas criar um buzz nas redes sociais.

De acordo com a gerente de marketing da Dodge:

“Sabendo que o novo modelo Dart entraria em um mercado altamente competitivo (de carros compactos), queríamos criar um maior conhecimento da marca entre seus potenciais compradores e inserir o assunto sobre o crowdfunding do Dart nas conversas diárias” – Melissa Garlick.

 

Embora os resultados de vendas não tenham sido satisfatórios, é muito interessante notar os esforços que as grandes marcas estão fazendo para se aproximar dos consumidores que não notam mais a propriedade como algo prioritário, mas que buscam pelo  acesso fácil, descomplicado e de preferência econômico a qualquer produto ou serviço.

Ainda de acordo com Melissa Garlick

“A iniciativa gerou cerca de 70 milhões de impressões na mídia, 840,000 de visitantes únicos e uma média de 11 minutos gastos no site da empresa”

 

É importante ressaltar que a cultura do crowdfunding nos EUA está bem estabelecida levando em conta alguns dados do site de crowdfunding Kickstarter:

– 42.000 projetos financiados

– Mais de $630 milhões de doações feitas por 4.1 milhão de pessoas.

– Um único projeto no  Kickstarter angariou mais de $800 mil para uma empresa que queria criar um carregador de celular portátil

O dados acima foram mostrados apenas para entendermos que a realidade do crowdfunding nos EUA é muito diferente do Brasil, onde ainda estamos engatinhando. Levando em conta o cenário do mercado onde o carro foi lançado (carros compactos) de alta competitividade e um público acostumado e interessado pelas plataformas de crowdfunding, algumas questões ficam no ar.

Qual você acredita que foi o erro nas estratégias de crowdfunding para o Dodge Dart?

Será que as pessoas ainda não estão culturalmente inclinadas a financiar um carro para outra pessoa?

O crowdfunding tem mais chance de sucesso quando os projetos são voltados ao bem comum?

Se o carro fosse financiado com a intenção de ser compartilhado por amigos ou familiares, será que haveria mais sucesso nos projetos de crowdfunding para o Dart?

Deixe sua opinião nos comentários, pois assim poderemos interagir e entender um pouco mais sobre quais são os gaps e os pontos críticos de sucesso das campanhas de crowdfunding.

Esse post retirou partes do link deste artigo – http://www.smartplanet.com/blog/bulletin/crowdfund-your-next-car-purchase/

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O engarrafamento de todos os dias é a tradução da nossa forma individualizada de viver.

Um problema conhecido das metrópoles são os diários engarrafamentos. Chegamos ao ponto crítico onde os políticos apresentam como solução  criação de maiores rodovias, essa é claramente uma forma simplista de adiar o problema, uma vez que a venda de carros continua em pleno crescimento.

Os modelos colaborativos de transporte podem ser uma ótima solução para diminuir o número de carros nas ruas. Um estudo realizado pela Zipcar demonstra que para cada veículo compartilhado são menos 13 na rua, o motivo é que devido a diminuição da capacidade ociosa de carros haveria uma maior eficiência na utilização de veículos.

As plataforma como Lyft, Blablacar e atualmente a brasileira Zaznu, promovem o encontro entre pessoas para que elas combinem uma carona e para que possam dividir o custo da viagem. O interessante é que essas plataformas incentivam que um maior número de pessoas deixem seus carros em casa e optem por dar ou receber caronas de algum desconhecido. Embora essa solução possa parecer simplista, é fato que se cada pessoa desse carona para pelo menos 1 amigo, seria um carro a meno nas ruas, diminuindo nossa relação individual com o carro e afetando todos de forma positiva com menos tráfego.

Será que no futuro, quando as plataformas de caronas ou de compartilhamento de carros estiverem mais presente e em maior número nossos filhos não vão pensar:  “Olha que engraçado, eles ficavam parados lado a lado por horas, sem entender que se estivessem no carro do outro estariam indo mais rápido, batendo papo e poluindo menos” – Guilherme Lito

As grandes montadoras automobilísticas já perceberam essa migração da preferência pelo acesso de um automóvel  que pela  sua propriedade , principalmente no mercado norte americano e europeu – e estão lançando projetos pilotos de carsharing.

 A gigante General Motors realizou uma parceria com a empresa P2P de compartilhamento de carros Relay Rides. Através do sistema OnStar da GM usuários que tenham carros da marca podem aderir ao conceito de compartilhamento do Relay Rides com muito mais facilidade, utilizando um aplicativo mobile para encontrar e alugar carros da marca General Motors na vizinhança. O aplicativo OnStar trouxe ainda mais facilidade e conveniência aos serviço do Relay Rides, pois através dele pode-se alugar um carro sem nem mesmo precisar trocar as chaves com o locador, já que a empresa instalou um pequeno dispositivo nos carros que aderiram ao programa OnStar, onde é possível destravar o carro apenas encostando o smartphone no dispositivo instalado dentro do carro. Assistam o video de apresentação da parceria entre Relay Rides e a GM

Os benefícios da parceria são enormes, uma vez que a Relay Rides ganhou mais de 15 milhões de potenciais usuários que dirigem carros da marca GM. A A empresa pioneira no compartilhamento de carros já atua em 800 cidades diferentes  em 47 estados norte americanos.

Uma coisa é certa, o mercado de mobilidade urbana será transformado de forma radical nos próximos anos, e as grandes montadoras terão que se adaptar a novos modelo de negócios, onde o carro não é mais visto como um ben desejado e almejado da forma que era antes.

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Wikihouse – Imprima e construa sua casa em apenas um dia.

Como relatei no último post, iniciarei a apresentação de novos modelos de negócios que tendem a surgir na economia de transição para um cenário pós industrial. Demonstrarei como novos modelos de negócios estão causando uma quebra no paradigma da sociedade industrial, a apresentando soluções open source, mais transparentes e de custo baixíssimo. Hoje vamos conhecer as mudanças do setor de construção civil.

WIKIHOUSE

O WikiHouse talvez seja o projeto mais ousado que surgiu nos últimos anos. Pensando nos modelos baseado em código aberto, Alastair Parvin teve a genial ideia de utilizar o conceito de open source aliado aos conhecimentos de arquitetura e design. A principal proposta do projeto é que alguém sem nenhum conhecimento técnico possa baixar um arquivo modelo de uma casa, imprimir cada componente da habitação em uma impressora 3D CNC, e em menos de um dia construir uma casa. De acordo com o CEO do projeto:

“Wikihouse é um conjunto de construção de código aberto. O objetivo é permitir a qualquer um que projete, download e “imprima” casas e componentes que podem ser montados com o mínimo de habilidades formais ou treinamento.” – Alastair Parvin

Ficou dificil de entender? Então assista o vídeo abaixo.

O interessante é que devido ao projeto ser open source, todos tem a chance de criar ou adaptar novos modelos de construção, contando com a inteligência coletiva que a Internet nos proporciona. Outro ponto característico nos modelos open source é a de esquecer a ideia de proteger tecnologias e propriedades intelectuais em detrimento a compartir essas ideias e poder se beneficiar da colaboração, realizando projetos voltados ao bem comum.

Em outras palavras, uma vez que o conhecimento sobre construção, design e arquitetura é democratizado através dos modelos open source, qualquer pessoa que não tenham nenhum conhecimento técnico sobre construção pode junto com seus amigos criar uma casa em menos de 24 horas.

 

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