Consumo colaborativo e o retorno do poder de barganha do cliente!

Embora nos últimos posts tenha apresentado aos leitores algumas das plataformas que viabilizam o consumo colaborativo, o post desta semana terá outro enfoque. Para os apaixonados pela economia do compartilhamento e os modelos de negócios baseados na colaboração é irresistível não pensar quais serão as consequências da expansão do consumo colaborativo para diversos segmentos de mercado.

Analisando os novos modelos de negócios com as ferramentas tradicionais de gestão e de marketing podemos fazer certas afirmações e buscar entender de forma mais assertiva qual seu real impacto na forma como as empresas serão geridas e, principalmente, o retorno do poder de barganha do consumidor. Nesse sentido, é importante apresentar a mudança no papel das empresas e principalmente no papel desempenhado pelo consumidor para o sucesso da empresa.

O que temos visto nos modelos baseados no consumo colaborativo, é que a empresa não cria novos produtos ou serviços, mas oferece uma plataforma na qual novas interações e possibilidades são efetivamente realizadas, tendo a tecnologia como principal ponto de validação dessas interações. Em outras palavras, é criado um espaço de relacionamento entre os próprios usuários onde a delimitação de poder pelo “território” criado pela empresa é compartilhado entre seus participantes.

Nos modelos P2P a tendência da empresa servir única e exclusivamente como espaço que aglomera pessoas que possuem interesses parecidos é ainda mais marcante, e tem como principal fator o aumento do capital social, pessoas que antes não se conheciam, iniciam novas relações através dessas plataformas, um claro exemplo é o próprio Relay Rides.

É como se houvesse uma redefinição do papel da empresa, sendo vista mais como intermediário que valida as potenciais interações dos consumidores do que com o arcaico modelo de introdução de produtos e serviços novos a cada “campanha de marketing”. O poder de barganha é plenamente devolvido ao consumidor.

Nesse contexto no qual o poder de barganha do consumidor tende a ser a palavra de ordem, cenários que antigamente eram vistos como utópicos iniciam uma transformação que poderá impactar de forma significativa tanto as relações humanas (devido ao aumento do capital social) como a competitividade das empresas.

Vale ressaltar, que a cerca de 5 anos atrás muitas dessas plataformas de consumo colaborativo que existem hoje não poderiam sequer ser imaginadas, pois, a tecnologia (principalmente internet móvel)e a evolução das redes sociais ainda não estavam suficientemente maduras para receberem esses novos modelos de negócios baseados nos conceitos do consumo colaborativo.

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