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Compartilhe ou morra. Como empresas tradicionais estão se aproximando das comunidades empoderadas

 

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*O gráfico mostra a frequência de adesão por meses/anos à Economia Colaborativa, maker movement, crowdfunding e co inovação

A Economia Colaborativa empodera as pessoas.

Escrevi um considerável número de textos sobre as empresas na Economia Colaborativa, e também criei uma associação para grandes empresas chamada Crowd Companies, portanto acompanhar o desenvolvimento dessa “nova” economia não é apenas uma paixão, mas também essencial para o meu trabalho. A seguir vou apresentar como as algumas empresas estão se movimentando em direção ao consumo colaborativo e como estão se comportando nesse novo ambiente.

  • A Economia colaborativa empodera as pessoas, mas as empresas não estão de braços cruzados para esse fato. As pessoas podem conseguir o que querem entre elas através de um financiamento colaborativo, imprimindo objetos 3D e compartilhando seus bens ao invés de comprar-los. Este movimento tem uma clara característica disruptiva em relação as lógicas do mercado “tradicional”. Algumas cooperativas de taxi assistiram uma queda de 40% em seus faturamentos devido a migração dos consumidores para plataformas baseadas no compartilhamento de carros. O AirBnB já tem maior valor de mercado do que gigantescas empresas no setor hoteleiro, e está “incomodando” as companhias lideres do setor de hospedagem. As plataformas Uber e Lyft estão transformando o paradigma tradicional de possuir um carro para outro que envolve o compartilhamento de carros. O crowdfuding transfere o poder totalitário dos bancos para as pessoas.O Odesk transfere o poder das consultorias tradicionais para profissionais freelancers e o Etsy transfere o poder dos tradicionais varejistas para produtores artesanais de todo tipo de produtos.

 

  • Embora ainda seja em nível experimental, existe um número crescente de marcas aderindo a economia colaborativa. Assim como aderiram às mídias sociais, as empresas vão acabar participando, influenciando e eventualmente participarão dessa tendência.Em 2012, apenas oito empresas iniciavam seus primeiros passos na economia colaborativa, incluindo a parceria da Patagonia com o Ebay, para revender produtos usados. A parceria entre West Elm revendendo os produtos feitos pela comunidade Etsy a seus varejistas. A varejista inglesa B&Q lançou uma plataforma onde incentiva o compartilhamento de bens e serviços entre moradores de uma mesma região. Em 2013, o número de empresas que aderiu ao movimento foi consideravelmente maior, somando 44 empresas que buscaram alguma ação relacionada ao consumo colaborativo através de experimentações, parcerias, patrocinios e mais.

 

  • 2014 promete uma maior adesão pelas empresas tradicionais de acordo com o crescimento do movimento da economia colaborativa. O movimento relacionado as soluções P2P prospera e cresce a cada dia mais. O gráfico abaixo apresenta o número de buscas relacionadas a economia colaborativa pelo Google Trends, as buscas analisadas foram sharing economy e maker movement. Não espere que as empresas tradicionais ou suas agência e consultoras parceiras fiquem de braços cruzados. Eles utilizarão as mesmas ferramentas e estratégias durante este ano. 2013 apresentou em alguns casos um crescimento de 550% na utilização de ferramentas originárias do consumo colaborativo por empresas tradicionais. Se essa taxa continuar a crescer, poderemos esperar um acréscimo de 242 novas empresas tradicionais arriscando seus primeiros passos no território da economia colaborativa.

 

 

insights

 

 

  • Resumindo: As empresas tradicionais aumentarão as parcerias junto as comunidades empoderadas pelas relações P2P.

    A primeira fase do compartilhamento aconteceu via redes sociais. As pessoas criavam e compartilhavam seus próprios conteúdos, dando menos prioridade ao conteúdo criado pelas grandes empresas. Na segunda fase – a Economia Colaborativa – pessoas estão criando produtos e compartilhando-os sem ter que comprar-los de nenhuma empresa. É uma mudança de comportamento de compra radical. As empresas devem ajustar seus modelos de negócios para iniciarem uma parceria junto as comunidades empoderadas.

     Link original – http://www.shareable.net/blog/big-brands-on-the-rise-in-the-collaborative-economy

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